Escolher o regime tributário de uma clínica não é questão de “qual é o mais barato” em abstrato. O resultado depende do faturamento, da folha de pagamento, do tipo de serviço prestado e até da cidade. Por isso, o caminho certo é comparar com números reais.
Simples Nacional
Reúne vários tributos em uma guia única, com alíquotas que crescem conforme o faturamento. Para atividades de saúde, o enquadramento no anexo do Simples pode depender do chamado fator R — a relação entre a folha de pagamento (incluindo pró-labore) e a receita. Uma folha proporcionalmente maior pode levar a uma alíquota menor.
Lucro Presumido
Nesse regime, o imposto de renda e a CSLL são calculados sobre uma margem presumida da receita, definida por lei conforme a atividade, e não sobre o lucro efetivo. Os demais tributos — PIS, Cofins e ISS — têm regras próprias.
O que entra na comparação
- Faturamento mensal e anual da clínica.
- Valor da folha de pagamento e do pró-labore dos sócios.
- Tipo de serviço (consultas, exames, procedimentos) e a estrutura da clínica.
- Alíquota de ISS do município.
- Planos de crescimento: novos sócios, filiais ou equipamentos.
Revisar de tempos em tempos
O regime que compensa hoje pode deixar de compensar quando a clínica cresce. Rever a escolha ao menos uma vez por ano, dentro dos prazos legais de opção, evita pagar mais imposto do que o necessário.
Este conteúdo é informativo e não substitui a análise do caso concreto da sua organização.
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